A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou, no final da tarde desta terça-feira (31), mais 41 novos casos de contaminação pelo novo coronavírus no estado. Com isso, o total de casos confirmados no estado totaliza 217, o que representa 3,7% do total de casos notificados (5.899). A primeira morte no estado foi registrada no domingo (29). E a segunda morte no estado ocorreu na segunda-feira (30).

Até o momento, 1.393 (23,7%) casos foram descartados. Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 17 horas desta terça-feira (31). Permanecem em investigação epidemiológica 4.279 (72,7%) casos. Ao todo, 17 pessoas estão curadas e 42 estão internadas.

Ainda de acordo com a Sesab, de 27 a 31/03, 149 pacientes com suspeita de COVID-19 estão internados em hospitais do estado. No boletim de segunda-feira, esse número correspondia a 92. Já no domingo, eram 46 pacientes internados. O aumento de pessoas internadas com suspeita de Covid-19 em 48h é cerca de 223%.

Os casos confirmados estão distribuídos em 30 municípios do estado. As cidades de Barra, Catu, Candeias, Coaraci, Itajuípe e Medeiros Neto tiveram o primeiro caso confirmado nesta terça-feira. Já as cidades de Alagoinhas, Feira de Santana, Camaçari, Brumado, Ilhéus, Itabuna, e Salvador tiveram aumento no número de casos, com maior proporção para a capital baiana, que passou de 117 para 132.
Os municípios com casos positivos são estes: Alagoinhas (3); Barreiras (1); Barra (1); Brumado (4); Camaçari (2); Canarana (1); Candeias (1); Conceição do Jacuípe (1); Conde (1); Dias D'Ávila (1); Feira de Santana (17); Ilhéus (6); Itabuna (4); Itagibá (1); Itamaraju (1); Itororó (1); Jequié (1); Juazeiro (2); Lauro de Freitas (11); Medeiros Neto (1); Nova Soure (1); Pojuca (1); Porto Seguro (10); Prado (3); Salvador (132, sendo três importados); São Domingos (1) e Teixeira de Freitas (1). Um caso notificado em Lauro de Freitas é de uma pessoa residente no estado do Rio de Janeiro. Assim como outro caso notificado em Feira de Santana é do estado do Piauí.

Mortes confirmadas e investigadas
O primeiro paciente que morreu vítima do Covid-19 era um idoso de 74 anos, residente em Salvador, que estava internado no Hospital da Bahia, com outras doenças associadas. Ele era hipertenso, ex-fumante, dislipidêmico (com índice alto de gordura no sangue) e com sinais radiológicos de enfisema pulmonar.

Já o segundo paciente vítima do Covid-19 era um idoso de 64 anos, saudável, que estava internado no Hospital Aliança, unidade particular da capital baiana. O secretário detalhou que o paciente era diabético e hipertenso.

De acordo com o boletim da Sesab, até esta terça foram registrados 25 óbitos, sendo 14 descartados laboratorialmente, 9 em investigação e 2 óbitos confirmados.

Perfil
Dentre os casos confirmados, 54,38% são do sexo masculino e 45,62% do sexo feminino. O coeficiente de incidência por 100.000 habitantes foi maior na faixa de 70 a 79 anos (3,44), indicando o maior risco de adoecer entre os idosos.

A Sesab destaca que os números são dinâmicos e na medida em que as investigações clínicas e epidemiológicas avançam, os casos são reavaliados, sendo passíveis de reenquadramento na sua classificação

De acordo com a Sesab, o grande aumento dos casos em investigação no boletim desta terça-feira (no total de 4.279) é devido à liberação do acesso ao novo banco e-SUS VE, do Ministério da Saúde, para visualizar os casos notificados entre 27 e 31/03. Segundo a Sesab, todas as unidades de saúde comunicam os casos ao Ministério da Saúde, que depois libera o banco para as secretarias terem acesso. Porém, esses dados estavam inacessíveis desde o dia 27/03.

O diagnóstico positivo para o novo coronavírus pode cursar com grau leve, moderado ou grave. A depender da situação clínica, pode ser atendido em unidades primárias de atenção básica, unidades secundárias ou precisar de internação. Mesmo definindo unidades de referência, não significa que ele só pode ser atendido em hospital.

Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar. (Fonte: G1/Bahia)